{"id":56,"date":"2018-05-01T12:00:39","date_gmt":"2018-05-01T10:00:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.revolucionpermanente.com\/portugues\/?p=56"},"modified":"2018-05-27T22:26:40","modified_gmt":"2018-05-27T20:26:40","slug":"contra-a-guerra-pelos-direitos-dos-povos-oprimidos-pelo-socialismo-a-revolucao-proletaria-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revolucionpermanente.com\/portugues\/2018\/05\/01\/contra-a-guerra-pelos-direitos-dos-povos-oprimidos-pelo-socialismo-a-revolucao-proletaria-mundial\/","title":{"rendered":"Contra a guerra, pelos direitos dos povos oprimidos, pelo socialismo : a revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria mundial!"},"content":{"rendered":"<div id='corps_texte'>\nO DIA 1 \u00b0 DE MAIO acontece em um contexto de rivalidades entre as pot\u00eancias imperialistas e m\u00faltiplas guerras locais. A rivalidade entre os \u201cvelhos\u201dIMPERIALISMOS dos Estados Unidos, do Oeste da Europa,, do Jap\u00e3o com os imperialismos emergentes na China e na R\u00fassia de acentuou de maneira mais clara. Pot\u00eancias regionais (Israel, Ar\u00e1bia saudita, Turquia, Ir\u00e3) est\u00e3o em disputa no Oriente Pr\u00f3ximo. A S\u00edria, o Iraque, a Coreia, o mar da China, a Ucr\u00e2nia, o Afeganist\u00e3o&#8230;s\u00e3o o teatro de manobras e de confronta\u00e7\u00f5es militares. <!--more--><\/p>\n<p>At\u00e9 mesmo a retomada econ\u00f4mica do capitalismo mundial, compartilhada de forma desigual, n\u00e3o acalmu as tens\u00f5es entre as diferentes fra\u00e7\u00f5es da burguesia, nem os ataques contra os produtores. O emprego aumenta a n\u00edvel mundial, mas n\u00e3o suficientemente para enfrentar o crescimento demogr\u00e1fico. Para o imperialismo mundial, uma grande parte da humanidade \u00e9 sup\u00e9rflua. Por outro lado, o meio ambiente da esp\u00e9cie humana est\u00e1 em perigo devido e pela sobreviv\u00eancia do capitalismo: acelera\u00e7\u00e3o do aquecimento clim\u00e1tico, perda da diversidade biol\u00f3gica, rarefa\u00e7\u00e3o das florestas e da \u00e1gua pura, etc..]<\/p>\n<p>Todas as pot\u00eancias imperialistas querem n\u00e3o somente defender seus superlucros contra seus rivais, mas tamb\u00e9m aumentar esses lucros. Seus Estados tentam faz\u00ea-lo atacando os direitos adquiridos por sua classe oper\u00e1ria, se unindo e se reunindo em alian\u00e7as, retomando a carreira armamentista, intervindo econ\u00f4mica, pol\u00edtica, diplom\u00e1tica e militarmente no resto do mundo. <\/p>\n<p>A OMC n\u00e3o consegue mais propulsar acordos mundiais. As trocas de mercadorias cessaram de se intensificar ( elas aumentam de agora em diante ao mesmo ritmo que a produ\u00e7\u00e3o mundial). Porque os EEUU continua a ser a primeira pot\u00eancia mundial, mas que s\u00e3o amea\u00e7ados pela emerg\u00eancia da China, o presidente Trump fala abertamente de guerras comerciais que ele quer levar a cabo e ganhar. O protecionismo , que nunca havia desaparecido, retorna com mais for\u00e7a. A Gr\u00e3 Bretanha se retira da Uni\u00e3o europeia.<\/p>\n<p><quote class='citations'>A rea\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em geral e em toda a linha \u00e9 pr\u00f3pria do imperialismo. (L\u00eanin, O imperialismo e o rompimento do (com o) socialismo, dezembro 1916)<\/quote><\/p>\n<p>Israel nunca se preocupou com uma autoriza\u00e7\u00e3o da ONU para matar palestinos ou para fazer a guerra aos seus vizinhos. Entretanto, os EEUU que fundaram a ONU no dia seguinte depois do fim da 2\u00aa. Guerra Mundial, a contornam com frequ\u00eancia para levar adiante suas agress\u00f5es militares, pois a China e a R\u00fassia t\u00eam o direito de voto no Conselho de Seguran\u00e7a. Assim, o ex\u00e9rcito americano, ajudado pela Fran\u00e7a e pela Gr\u00e3 Bretanha, invocando um novo ataque qu\u00edmico, bombardeou a S\u00edria no dia 14 de abril deste ano. Como se os crimes de guerra dessas tr\u00eas pot\u00eancias n\u00e3o fossem piores que os do a\u00e7ougueiro Assad.<\/p>\n<p>Os emigrantes dos pa\u00edses pobres e dos pa\u00edses em guerra s\u00e3o mais do que nunca rejeitados e perseguidos. \u201cReferenduns\u201d (= enquetes populares) decidem sobre a quest\u00e3o (Brexit), candidatos e partidos ganham elei\u00e7\u00f5es denunciando os migrantes como bodes expiat\u00f3rios (EEUU, \u00c1ustria, It\u00e1lia, Hungria&#8230;). Muros surgiram ou s\u00e3o refor\u00e7ados nas fronteiras dos EEUU, de Israel, da Espanha, da GR\u00c9CIA, da Bulg\u00e1ria, da Hungria, da Noruega, da China, da Gr\u00e3 Bretanha, do Paquist\u00e3o, do Bostwana&#8230;<\/p>\n<p>A Turquia, sempre membro da OTAN, de fato uma ditadura islamista, em janeiro deste, conduziu uma invas\u00e3o militar n S\u00edria para impedir a cria\u00e7\u00e3o de um Estado curdo em sua fronteira e demonstrar suas pretens\u00f5es de poder regional. Ele recebeu para isso o apoio dos djihadistas s\u00edrios, a autoriza\u00e7\u00e3o da R\u00fassia e dos EEUU, enquanto que os chefes do PKK-YPD tinham colocado os combatentes curdos ao servi\u00e7o do ex\u00e9rcito americano. Havendo vencido em Afrine no dia 1 de mar\u00e7o, seu governante Erdogan amplia sua guerra suja enviando tropas turcas para invadir o norte do Iraque com CUMPLICIDADE n\u00e3o somente de Washington, mas tamb\u00e9m do governo de Barzani (PDK) da zona aut\u00f3noma curda no Iraque. <\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, o governo colonialista israelense tem carta branca para uma nova vaga de repress\u00e3o brutal contra a popula\u00e7\u00e3o palestina. O novo homem forte da Ar\u00e1bia Saudita, o pr\u00edncipe Bin Salmane, justifica no mesmo momento a exist\u00eancia do Estado de apartheid, enquanto que o se pa\u00eds continua a alimentar o antissemitismo e o salafismo atrav\u00e9s do mundo, a financiar os movimentos islamo fascistas. <\/p>\n<p>A restaura\u00e7\u00e3o do capitalismo pelas burocracias stalinistas na R\u00fassia e na China n\u00e3o somente introduziu novas pot\u00eancias imperialistas, mas tamb\u00e9m mudou o equil\u00edbrio entre as classes, em detrimento dos trabalhadores. No Leste da Europa, na China, no Vietn\u00e3, as aquisi\u00e7\u00f5es em termos de emprego , de sa\u00fade, de educa\u00e7\u00e3o&#8230; como resultado do que trouxe a expropria\u00e7\u00e3o do capital, desapareceram brutalmente. A perspectiva do socialismo recuou no seio das massas exploradas e oprimidas. As burocracias no poder em Cuba e na Coreia do Norte come\u00e7aram a se converter ao capitalismo. <\/p>\n<p>Contrariamente ao que pretenderam os ide\u00f3logos e os pol\u00edticos da burguesia imperialista, esse estado de coisas n\u00e3o conduziu ao triunfo da \u201cdemocracia representativa\u201d. <\/p>\n<p>Os regimes autorit\u00e1rios sobreviveram e as democracias tradicionais rebaixam as liberdades democr\u00e1ticas e espionam as popula\u00e7\u00e3o em nome da \u201cluta contra o terrorismo\u201d. Trump foi eleito com menos vozes que Clinton. Nos EEUU , os NEGROS CONTINUAM sendo o alvo dos agentes de pol\u00edcia brancos. O papel dos servi\u00e7os secretos e do estado maior \u00e9 maior do que nunca nos EEUU . A presidente do Brasil eleita pelo sufr\u00e1gio universal floi destitu\u00edda em agosto em nome da \u201cluta contra a corrup\u00e7\u00e3o\u201d par ser substitu\u00edda por um presidente do (P)MDB bem mais corrupto. O nacionalismo burgu\u00eas da Venezuela que manteve o capitalismo se apoia cada vez mais no ex\u00e9rcito para resistir \u00e1 fra\u00e7\u00e3o pro-imperialista. O governo de Rajoy (PP) e a monarquia franquista proibiram, em outubro de 2017 , ao povo da Catalunha escolher democraticamente sua sorte atrav\u00e9s de um referendum. <\/p>\n<p>At\u00e9 os pa\u00edses maia avan\u00e7ados, a religi\u00e3o e o criacionismo promoveram fra\u00e7\u00f5es nas classes dominantes. Os homossexuais continuam a ser perseguidos na maioria dos Estados. Os pr\u00f3prios direitos das mulheres s\u00e3o rediscutidos ou questionados , em particular o direito de abortar nos EEUU, na Pol\u00f4nia, na Hungria.<\/p>\n<p>Mais uma vez, em todo o mundo, bandas fascistas criam o terror nos migrantes, nos grevistas, nos camponeses pobres, nas minorias religiosas ou nacionais (Yezidis, Roms, Rohingyas&#8230;). <\/p>\n<p>Sem embargo, os trabalhadores, as mulheres, as minorias oprimidas, os jovens em forma\u00e7\u00e3o resistem de todas as maneiras que podem: peti\u00e7\u00f5es, greves, manifesta\u00e7\u00f5es, luta armada&#8230;na S\u00edria, na Turquia, na China, no Ir\u00e3, no Brasil, na Espanha, nos EEUU, na Fran\u00e7a&#8230; A classe oper\u00e1ria nicaraguense, ao pre\u00e7o de dezenas de mortos, for\u00e7ou o governo a retirar seu projeto de reforma da previd\u00eancia social e das aposentadorias. As lutas de classe n\u00e3o param, mas ao proletariado e aos oprimidos do mundo lhes faltam as organiza\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para transformar a aspira\u00e7\u00e3o e o compromisso das massas em avan\u00e7os e vit\u00f3rias decisisos.<\/p>\n<p>Com efeito, as organiza\u00e7\u00f5es que atualmente controlam o movimento oper\u00e1rio demonstram  ser incapazes de fazer frente ao ascenso da rea\u00e7\u00e3o, para lutar contra as interven\u00e7\u00f5es imperialistas, para liderar lutas para enfraquecer e derrubar o capitalismo mundial. As burocracias sindicais concordam em negociar todos os ataques. Os partidos ex-estalinistas, socialdemocratas e trabalhistas  governam pelo capitalismo, atacando as conquistas (ou preparando-se para faz\u00ea-lo). A DAS est\u00e1 dentro de um dos dois principais partidos burgueses nos Estados Unidos, o Partido Democrata, cujos candidatos (Obama, Clinton) tamb\u00e9m s\u00e3o apoiados pelo PCUS. O SPD acabou de salvar Merkel, na Alemanha.  O Syriza grego se rendeu \u00e0s demandas de Berlim e Paris. O SD dinamarqu\u00eas \u00e9 aliado com o DF fascistizante e se soma \u00e0 xenofobia. A SMER eslovaca governa com o SNS racista. O LP da Nova Zel\u00e2ndia governa com o partido xen\u00f3fobo NZF. Os partidos velhos e novos  \u201creformistas\u201d que est\u00e3o na oposi\u00e7\u00e3o, como o Partido Trabalhista na Gr\u00e3-Bretanha, Die Linke na Alemanha, a Fran\u00e7a Insubmissa, Podemos do Estado Espanho&#8230; n\u00e3o reivindicam sequer o socialismo.<\/p>\n<p>Nessa situa\u00e7\u00e3o, \u00e9 mais importante do que nunca reconstruir a internacional dos trabalhadores (e em cada pa\u00eds um partido oper\u00e1rio revolucion\u00e1rio) com base no programa comunista. Em todos os lugares, a vanguarda deve ser agrupada para opor o internacionalismo prolet\u00e1rio ao nacionalismo estreito que prega o confronto de alguns trabalhadores contra os outros. O internacionalismo defende o direito das na\u00e7\u00f5es oprimidas \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o, sem necessariamente defender uma separa\u00e7\u00e3o. Os trabalhadores devem lutar contra qualquer restri\u00e7\u00e3o de conquistas pol\u00edticas e sociais, como a melhor base para a luta por uma democracia verdadeira, isto \u00e9, pelo poder dos conselhos oper\u00e1rios. Com base na solidariedade de classe do proletariado, que se op\u00f5em a divis\u00e3o entre nacionais e estrangeiros, trabalhadores intelectuais e manuais, entre homens e mulheres, entre jovens e velhos, entre religi\u00f5es diferentes.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio para evitar o perigo de uma guerra mundial destrutiva, parar a destrui\u00e7\u00e3o ambiental causada pela lei do m\u00e1ximo lucro capitalista, derrubar a burguesia, desmantelar o Estado burgu\u00eas, tomar o poder, colocar os meios de produ\u00e7\u00e3o nas m\u00e3os daqueles que, com o seu trabalho, criam a riqueza da sociedade, marchar ao socialismo, fazer desaparecer as fronteiras, as classes e o Estado.<\/p>\n<p><center>1\u00ba de maio de 2018<\/center><\/p>\n<p><center>Coletivo Revolu\u00e7\u00e3o Permanente (Alemanha, \u00c1ustria, Canad\u00e1 e Fran\u00e7a)<\/center><\/p>\n<p><center>IKC (Estado Espanhol)<\/center><\/p>\n<p><center>PD (Turquia)<\/center><\/p>\n<p><center>TML (Brasil)<\/center><\/p>\n<p><center><b>Nota da TML: a primeira parte da tradu\u00e7\u00e3o foi feita pelo pr\u00f3prio CoReP, sendo que a segunda foi da TML a partir da vers\u00e3o em espanhol.<\/b><\/center>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O DIA 1 \u00b0 DE MAIO acontece em um contexto de rivalidades entre as pot\u00eancias imperialistas e m\u00faltiplas guerras locais. 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