{"id":27,"date":"2017-05-01T12:00:46","date_gmt":"2017-05-01T10:00:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.revolucionpermanente.com\/portugues\/?p=27"},"modified":"2017-05-04T12:11:57","modified_gmt":"2017-05-04T10:11:57","slug":"pela-revolucao-socialista-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revolucionpermanente.com\/portugues\/2017\/05\/01\/pela-revolucao-socialista-mundial\/","title":{"rendered":"Pela revolu\u00e7\u00e3o socialista mundial"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>O capitalismo j\u00e1 deu seu recado<\/h2>\n<p>O capitalismo est\u00e1 em decl\u00ednio desde quando entrou em sua fase imperialista. Isso se manifestou na Europa atrav\u00e9s da 1\u00aa Guerra mundial em 1914 (que teve seu fim gra\u00e7as \u00e0s revolu\u00e7\u00f5es russa de 1917 e \u00e0 alem\u00e3 de 1918) e se manifestou na Am\u00e9rica devido \u00e0 crise econ\u00f4mica de 1929.<\/p>\n<p>O meio ambiente da esp\u00e9cie humana se degrada devido \u00e0 busca do lucro que \u00e9 o motor do capitalismo. O clima se v\u00ea afetado pela emiss\u00e3o dos gazes de efeito estufa (CO 2 , CH 4 &#8230;) A natureza serve de dep\u00f3sito ao capital e polui\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas que podem ser evitadas afetam a sa\u00fade dos humanos. Esp\u00e9cies v\u00e1rias desaparecem a cada ano. Os grandes grupos capitalistas se apoderam das terras agr\u00edcolas e mineiras em detrimento dos camponeses trabalhadores e do meio ambiente.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A crise capitalista se manifesta em escala mundial em 2007-2009. As crises mais localizadas afetam o Brasil, a Argentina, a R\u00fassia&#8230; A Gr\u00eacia se afunda na depress\u00e3o. A retomada mundial de 2009 foi feita com o preju\u00edzo que foi imposto aos explorados, os governos e os bancos centrais tendo salvado, em cada pa\u00eds e cada um por si, seus grandes grupos financeiros e industriais. Os capitalistas, seus Estados nacionais, com a cumplicidade dos partidos \u201creformistas\u201d e as burocracias intensificaram o trabalho, precarizaram o emprego, flexibilizaram os sal\u00e1rios e o tempo de trabalho, diminu\u00edram as presta\u00e7\u00f5es sociais, adicionaram a explora\u00e7\u00e3o para os alugueis e os juros banc\u00e1rios junto \u00e0 explora\u00e7\u00e3o nos locais de trabalho.<\/p>\n<p>Com a falta da destrui\u00e7\u00e3o do capital significativo, o crescimento econ\u00f4mico fraco, as trocas comerciais internacionais pararam de se intensificar (elas crescem menos rapidamente do que a produ\u00e7\u00e3o), o desemprego mundial aumenta (o empredo cresce a um ritmo menos r\u00e1pido do que a popula\u00e7\u00e3o ativa), a especula\u00e7\u00e3o financeira prossegue. Se a classe oper\u00e1ria (oper\u00e1rios, empregados,&#8230;t\u00e9cnicos&#8230;) aumenta em n\u00famero, a parte dos sal\u00e1rios na produ\u00e7\u00e3o torna-se mais baixa e as desigualdades aumentam entre os mais ricos e os mais pobres. Mesmo os pa\u00edses capitalistas mais avan\u00e7ados rejeitam durante um bom tempo a sua popula\u00e7\u00e3o para que ela se empregue, fecham suas fronteiras aos migrantes, s\u00e3o incapazes de assegurar um teto para todos. Centenas de milh\u00f5es de pessoas se amontoam na mis\u00e9ria e na incerteza nos campos de refugiados dos pa\u00edses dominados, nas favelas e periferias de mis\u00e9ria de suas metr\u00f3poles.<\/p>\n<p>A subordina\u00e7\u00e3o militar aos EEUU (OTAN), a press\u00e3o da R\u00fassia sobre a Ucr\u00e2nia, o estrangulamento da Gr\u00e9cia pelas burguesias alem\u00e3 e francesa, a sa\u00edda da Gr\u00e3 Bretanha (da Uni\u00e3o Europeia) a insubordina\u00e7\u00e3o dos Estados-na\u00e7\u00f5es da Europa central fragilizam a Uni\u00e3o Europeia. Os burgueses europeus se revelam incapazes \u2013 como o marxismo tinha previsto h\u00e1 um s\u00e9culo \u2013 de unificar pacificamente a Europa.<\/p>\n<h2>O capitalismo conduz \u00e1 barb\u00e1rie<\/h2>\n<p>As rivalidades entre pot\u00eancias imperialistas se intensificam: os EEUU se apoiam em sua superioridade militar para tentar conservar a hegemonia, enquanto que a R\u00fassia lhes resiste e que a China quer repartir o mundo. Os Estados-na\u00e7\u00f5es espionam sua popula\u00e7\u00e3o e cerceiam as suas liberdades democr\u00e1ticas. Os or\u00e7amentos militares e as compras de armamento atingem cifras explosivas e os Estados possuidores de armas nucleares se multiplicam (Paquist\u00e3o, Israel&#8230;). O novo imperialismo chin\u00eas militariza o mar da China contra os velhos imperialismos japon\u00eas e americano. As pot\u00eancias ocidentais e a russa se enfrentam indiretamente na Ucr\u00e2nia e na S\u00edria.<\/p>\n<p>Israel, com o apoio dos Estados Unidos, estrangula os \u201cterrit\u00f3rios\u201d da Palestina que lhe escapam das m\u00e3os, destroem regularmente a Faixa de Gaza e estende a coloniza\u00e7\u00e3o, na Cisjord\u00e2nia e em Jerusal\u00e9m. A guerra arrasa ainda e sempre a Ucr\u00e2nia, o Afeganist\u00e3o, a S\u00edria, o Iraque e o I\u00eamen. A fome atinge a Nig\u00e9ria, a Som\u00e1lia, o Sud\u00e3o do Sul e o I\u00eamen. Dezenas de milh\u00f5es de pessoas s\u00e3o deslocadas de seus pa\u00edses, milh\u00f5es tentam escapar do perigo que correm (centenas morrem a cada ano na fronteira entre o Mexico e os Estados Unidos milhares no mar Mediterr\u00e2neo&#8230;). Os imigrantes ilegais s\u00e3o por todas as partes reduzidos \u00e0 uma sobrexplora\u00e7\u00e3o, ou at\u00e9 a escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>Por todas as partes a classe dominante procura derivativos \u00e0 precaridade e \u00e0 mis\u00e9ria que engendra a sua pr\u00f3pria domina\u00e7\u00e3o, e o faz designando como bodes expiat\u00f3rios os refugiados, os trabalhadores origin\u00e1rios de outros pa\u00edses, as minorias \u00e9tnicas ou religiosas. A elei\u00e7\u00e3o de Trump nos Estados Unidos, depois das de Dutertre nas Filipinas e de Orb\u00e1n na Hungria, ilustram a subida generalizada do protecionismo e da xenofobia.<\/p>\n<p>A perspectiva do socialismo recuou nas massas devido \u00e0 opress\u00e3o dos trabalhadores nos Estados que se prentendiam socialistas (da Cuba de Fidel Castro ao Cambodja de Pol Pot) e da restaura\u00e7\u00e3o do capitalismo ocorrida em 1989-1993 (na Europa central, na R\u00fassia, na China, no Vietn\u00e3&#8230;) pelas burocracias usurpadoras e privilegiadas que se pretendem comunistas. Em todos os pa\u00edses o obscurantismo retorna com for\u00e7a na ideologia e na pol\u00edtica, em particular sob a forma de fundamentalismo religioso. Essa regress\u00e3o se opera em detrimento da pesquisa cientifica, de outras religi\u00f5es e dos ateus, dos direitos das mulheres, da liberdade sexual, do patrim\u00f4nio arqueol\u00f3gico, da cria\u00e7\u00e3o artistica, do ensino&#8230; Por todos as partes movimentos pol\u00edticos nacionalistas, xen\u00f3fobos, fundamentalistas ou fascistas amea\u00e7am o movimento oper\u00e1rio, as liberdades democr\u00e1ticas e as minorias \u00e9tnicas, religiosas e sexuais.<\/p>\n<p>No mundo, milh\u00f5es de mulheres s\u00e3o submetidas \u00e0 excis\u00e3o, s\u00e3o for\u00e7adas a se casar, s\u00e3o violadas e assassinadas; inclusive nos pa\u00edses mais avan\u00e7ados, o direito ao aborto ou \u00e9 incompleto ou est\u00e1 amea\u00e7ado.<\/p>\n<h2>Pelo socialismo mundial<\/h2>\n<p>E no entanto, a situa\u00e7\u00e3o das ci\u00eancias e das t\u00e9cnicas, assim como os meios de produ\u00e7\u00e3o e de transporte permitiam satisfazer as necessidades elementares de toda a humanidade. As rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o capitalistas, depois de haver permitido o desenvolvimento das for\u00e7as produtivas gra\u00e7as \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o e \u00e0 internacionaliza\u00e7\u00e3o, se tornaram um freio.<\/p>\n<p>Felizmente que o capitalismo tamb\u00e9m engendrou uma nova classe revolucion\u00e1ria. A classe dos trabalhadores obrigada a vender sua for\u00e7a de trabalho ao capital \u00e9, hoje um dia, a \u00fanica capaz de levantar os obst\u00e1culos ao progresso hist\u00f3rico e de levar a transi\u00e7\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o a um modo de produ\u00e7\u00e3o superior, o socialismo-comunismo, onde os produtores associados, mestres dos meios de produ\u00e7\u00e3o, definir\u00e3o com anteced\u00eancia a cria\u00e7\u00e3o e a reparti\u00e7\u00e3o das riquezas.<\/p>\n<h2>Pela internacional oper\u00e1ria revolucion\u00e1ria<\/h2>\n<p>A classe oper\u00e1ria dos empregados, dos oper\u00e1rios e dos t\u00e9cnicos deve tomar a frente de todas as classes intermedi\u00e1rias e semi-exploradas (camponeses, funcion\u00e1rios, executivos m\u00e9dios, quadros, vendedores&#8230;) e de todos os oprimidos da sociedade para arrancar o poder \u00e0 minoria de capitalistas.<\/p>\n<p>A classe dominante mao esta apenas representada por seus partidos e as organiza\u00e7\u00f5es patronais.Descansa sobre a propriedade das empresas dos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massas (a m\u00eddia). Sua domina\u00e7\u00e3o \u00e9 refor\u00e7ada pelo Estado, o sistema escolar e universit\u00e1rio, o clero, os economistas liberais ou keynesianos. Como consequ\u00eancia \u00e9 necess\u00e1rio expropriar o grande capital e destruir o Estado para triunfar.<\/p>\n<p>Dispondo de um sobreproduto social e de um Estado , a burguesia corrompeu e integrou os aparelhos das organiza\u00e7\u00f5es de massa da classe oper\u00e1ria. Os aparelhos sindicais aceitam negociar os ataques em contra das aquisi\u00e7\u00f5es anteriores dos assalariados e s\u00f3 se op\u00f5em aos ataques atrav\u00e9s de simulacros de resist\u00eancia como \u201capelos\u201d aos eleitos dos partidos burgueses ou as greves de um s\u00f3 dia. Os partidos oper\u00e1rios burgueses de origem trabalhista, social-democrata ou stalinista fazem os trabalhadores acreditarem que o Estado burgu\u00eas pode administrar o capitalismo e ser posto ao servi\u00e7o dos trabalhadores. Por\u00e9m, quando acedem ao governo, defendem o capital nacional em detrimento do trabalho e refor\u00e7am o aparelho repressivo de Estado burgu\u00eas (SACP na Africa do Sul, Syriza na Gr\u00e9cia, PT no Brasil, PS na Fran\u00e7a, SPD na Alemanha, SP\u00d6 na A\u00fastria, PS na B\u00e9lgica, PSC e PCC no Chile&#8230;). Consequentemente a vit\u00f3ria da revolu\u00e7\u00e3o imp\u00f5e que se combata e que se leve ao fracasso o papel de ag\u00eancias da burguesia dentro da classe oper\u00e1ria. Logo, as correntes centristas (que n\u00e3o ultrapassaram o mao-stalinismo ou que revisam o programa leninista \u2013trotskista) recusam-se a combater as buroracias \u201creformistas\u201d pol\u00edticas e sindicais.<\/p>\n<p>Os sociais-patriotas e os centristas, quando avan\u00e7am reivindica\u00e7\u00f5es, as separam do essencial do programa comunista. Os oportunistas temem o que permitiria arrancar as reivindica\u00e7\u00f5es e de garantir as conquistas: a greve geral, a constitutui\u00e7\u00e3o e a centraliza\u00e7\u00e3o dos org\u00e3os de luta oper\u00e1ria e popular a auto defesa contra a pol\u00edcia e os fascistas, a destrui\u00e7\u00e3o do aparelho repressivo de Estado, a ditadura do proletariado.<\/p>\n<p>Nenhuma elei\u00e7\u00e3o ou referendo pode ser suficiente \u00e0 maioria para tomar o poder da minoria. Dito de outra maneira, \u00e9 preciso uma revolu\u00e7\u00e3o social conduzida pelas trabalhadoras e pelos trabalhadores com o Comuna de Paris em 1871, e os Soviets em 1917. A insurrei\u00e7\u00e3o ser\u00e1 tanto menos custosa para as massas \u2013ou seja, a fase de transi\u00e7\u00e3o ao socialismo (a ditadura de proletariado)\u2013 e t\u00e3o mais curta e democr\u00e1tica, quanto maior for a determina\u00e7\u00e3o dos explorados o isolamento internacional dos exploradores.<\/p>\n<p>A li\u00e7\u00e3o positiva da revolu\u00e7\u00e3o da R\u00fassia em 1917 (e a negativa das revolu\u00e7\u00f5es da Tunisia, do Egito, da S\u00edria de 2011-2012) e que \u00e9 necessario que a classe oper\u00e1ria tome a dire\u00e7\u00e3o. Para isso ela precisa de uma estrat\u00e9gia, de um programa, de um partido. \u00c9 preciso outra vez unir se com o marxismo, reconstruir ume internacional comunista, agrupar em cada pa\u00eds a vanguarda e fazer dela um partido oper\u00e1rio revolucion\u00e1rio de tipo bolchevique, conectando toda a luta dos explorados e dos oprimidos na perspectiva de um desmoronamento da burguesia, da destrui\u00e7\u00e3o de seu Estado, da tomada do poder pelos produtores.<\/p>\n<p>Trabalhadoras e trabalhadores de todos os pa\u00edses, unam-se para:<\/p>\n<p>Fechamento de todas as bases imperialistas! Suspens\u00e3o das interven\u00e7\u00f5es militares no Mali, no I\u00eamen, na S\u00edria, no Iraque! Abaixo as manobras militares americanas contra a Coreia do Norte! Liberdade de circula\u00e7\u00e3o e de assentamento dos refugiados, dos trabalhadores e dos estudantes.<\/p>\n<p>Nem liberalismo nem estatismo! Nem protecionismo nem livre c\u00e2mbio! Expropria\u00e7\u00e3o dos grandes propriet\u00e1rios de bens e ra\u00edzes e dos grupos capitalistas! Plano de produ\u00e7\u00e3o decidido por toda a popula\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Defesa dos liberdades democr\u00e1ticas! Direito para as nacionalidades oprimidas de se separar de seu(s) opresor(es)! Separa\u00e7\u00e3o completa da religi\u00e3o e do Estado! Desarmamento dos corpos de repress\u00e3o e demiss\u00e3o de todo o ex\u00e9rcito profissional!<\/p>\n<p>Independ\u00eancia dos sindicatos com rela\u00e7\u00e3o ao Estado e aos partidos burgueses! Cria\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os democr\u00e1ticos de luta! Governo dos trabalhadores baseado nesses \u00f3rgaos, e isso em cada pa\u00eds! Federa\u00e7\u00e3o socialista mundial!<\/p>\n<p>Coletivo Revolu\u00e7\u00e3o Permanente<\/p>\n<p>Patronsuz D\u00fcnya \/ Turquia<\/p>\n<p>Tend\u00eancia Marxista-Leninista \/ Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; O capitalismo j\u00e1 deu seu recado O capitalismo est\u00e1 em decl\u00ednio desde quando entrou em sua fase imperialista. 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